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Feliz dia do amigo!

Todos dizem que amigos são a família que escolhemos. Eu gosto de dizer que amigos são o anjos que Deus nos providencia.

E tem amigos de tantos jeitos diferentes, não é?

Tem o amigo chato, mas que tem que estar presente. Mesmo de bico,  mesmo cismado. No fim, ele completa sempre o rolêzinho. Tem a amiga perua. A que sempre está com as últimas novidades e dá pulos de felicidade quando encontra a promoção da bolsa que tanto “precisava” e que ajuda na produção de todo mundo na hora de sair.

Tem o amigo zen. O que sempre manda luz e energia boa e que toca o violão, que anda de mochila nas costas, que sorri pra planta e bicho. Vive em conexão com o Universo.

Tem a engraçada dramática. Que chora aos soluços porque o romance de uma semana findou-se. Jura cortar os pulsos com a faquinha do rocambole de goiaba se se apaixonar de novo. E uma semana depois….tudo de novo.

Tem o festeiro que sempre aparece com a famosa gelada. Que agita churras, viagem e todas as trips do grupo. Tem aquela amiga de infância que sempre está perto, que chora junto, que ri, que comemora, que fica quietinha, mas fica.

A galera do colégio que vira e mexe se reúne e sempre imita aquele professor mais engraçado. Que lembra das broncas dos pais, dos grupos de estudos e prometem entre si ” vamos nos ver mais vezes!” e concordem com isso, mas não adianta: só anualmente voltam a se ver e é de novo a bela festa! E a turma aumenta: uns com filhos, outros com seus maridos ou esposas.

Os amigos da família. O primo ou prima preferidos que a gente leva como irmãos. Que nos Natais ficam próximos, rindo da tia da peruca torta, do tio que faz a velha piada do Pavê e gargalha sozinho, da tia que repara na decoração da casa.

Tem os novos amigos que a gente conhece por arranjo divino e já nos aquecem a alma. Em pouco tempo já rouba nosso sorriso, já nos dão os melhores abraços e apresentam a vózinha do interior.

Os amigos que moram longe. Que estão em outro país ou outro estado,mas permanecem aqui no coração da gente e nas nossas orações. Amigos que se a gente respirar mais forte, vêm nos socorrer.

Fala se não dá vontade lembrando de todos os seus amigos lendo esse texto de encontrá-los todos juntos. Me deu essa vontade agora,sabia? De reunir todo tipo de tribo de amigo e brindar, abraçar gostoso sem pressa. Olhar no meio da pupila, beijar a testa. Cantar música bonita.

Dançar  como criança: “Abra suas asas, solte suas feras, caía na gandaia. Entre nessa festa! E leve com você ê ê ê ê seu sorriso mais louco… Quero ver seu corpo livre, leve ,solto!”

Mas como não posso fazer isso agora. Vai meu EU TE AMO sincero para todos aqueles que me ajudam a levar a vida, a driblar os por quês pelo caminho, a dividir pote de sorvete e a tequila.

E pra quem tem amigos bons como os meus, mande uma mensagem, ligue, comemore com ele a benção de terem se encontrado!

FELIZ DIA DO AMIGO!

Beijos e muita luz a todos!

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Hoje é o Dia Mundial da Boa Ação! Já fez a sua?

Vocês conhecem A Corrente do Bem?

Corrente do Bem é um movimento com a proposta de conscientizar as pessoas de que boas ações se fazem no dia a dia. Pode ser no quintal de casa, entre amigos, para desconhecidos que cruzam o seu caminho, no trabalho, na escola, na hora do almoço e até pela internet; é só fazer

A proposta é inspirada no filme e no livro de mesmo nome, no qual o protagonista ensina que se você fizer boas ações para três pessoas e essas replicarem para outras três, é possível gerar um grande impacto de acordo com uma escala matemática básica.

E hoje é o Dia Mundial da Boa Ação! 

Dia de celebrarmos a generosidade, a gentileza, o amor, a compaixão, a proatividade e tudo mais que vier no “pacote do bem”! O que faz a diferença no mundo são as suas ações, então por que não praticar o que de melhor está ao seu alcance?

E para celebrar este dia, a corrente está nas ruas, não só no Brasil, mas também em outros 47 países, mostrando que boas ações são simples, rápidas, divertidas e têm um enorme potencial de transformar a sociedade. Uma equipe voluntária composta por empresas e profissionais se formou em torno do Dia Mundial da Boa Ação. São pessoas que estão doando tempo e expertise em prol da proposta de disseminar uma prática simples e transformadora – mobilizar cidadãos a incluir ações de gentileza e generosidade no cotidiano.

Faça a sua parte, faça a sua boa ação de hoje e lembre-se de fazê-la nós próximos dias também!

Você pode saber mais sobre as ações da Corrente do Bem clicando aqui.

Beijos e até a próxima!

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Carpe Diem

A certeza absoluta é:

Daqui a 100 anos (no máximo) todos nós estaremos mortos.

Pare e pense com cuidado nisso. Eu falei no MÁXIMO, mas pode ser bem antes. Infelizmente temos a arrogância de acharmos que somos eternos e nesse papel, achamos que temos tempo de qualquer coisa, inclusive de desperdiçá-lo.

Tem gente que sofre feito Maria do Carmo em Rainha da Sucata toda uma vida. Se auto-flagela por infortúnio que ninguém mais lembra. Chora atrás da porta por amor perdido durante anos e anos. E pra que afinal de contas? Qualquer agravante de vida tem que ser notado, entendido e exorcizado. Posto para fora.

Quando você pára de dar casa, comida e roupa lavada para o infortúnio ou para dor, ela vai embora.

A questão é: a roda tem que girar. O tempo está indo embora urgentemente. Eu poderia jurar que ontem mesmo foi Natal. Que outro dia comemorava 20 anos. Por que insistir em prolongar a queixa? Tem gente que fica o dia todo lamentando porque tomou chuva de manhã. Porque tudo está errado por conta disso.

A chuva passou, o solo secou, o sol chegou, mas nada adianta. Existe o prazer do queixar-se. O prazer da vítima que o amor desfavoreceu (mesmo há 8 anos atrás), a má sorte de ter quase ganho na loteria (há 5 anos) e a injustiça que a família cometeu quando tinha seus maduros 7 anos de idade.

Não tem choro nem vela, amigo. Estamos aqui de passagem, estamos com os dias contados. E falo sério! Ninguém pode barganhar ou reivindicar extensão maior de vida de mais um século.

Existe o agora.

Existe essa chance.

Por que dar tanta ênfase a coisas tão pequenas? Por que lamentar por alguma coisa que supõe (apenas supõe) que está acontecendo ou vai acontecer? Por que vestir a roupagem de infelicidade?

Algumas pessoas supervalorizam problemas. Supervalorizam coisinhas.

Gabriel Garcia Marquez, no seu livro “Memórias de Minhas Putas Tristes” dá vida a um personagem que tem 90 anos e vive uma paixão recíproca por uma jovem de 14 anos. A pauta não é só do amor em si, mas o livro acentua o tempo que urge e o desespero do querer ter mais algum punhado dele nas mãos.

Quando éramos crianças no melhor da brincadeira, na parte mais engraçada, na hora que conhecíamos aquele amiguinho (a) mais legal, era a hora que os pais chamavam pra ir embora. “AaaaaAAaA mãe, jáááá???? Justo agora que está bom?” A festa estava lá o tempo todo. Os balões, os sorrisos convidativos. Os brinquedos e as crianças correndo de felicidade (só um parênteses: já notaram que as crianças ao brincarem apenas correm mesmo que essa não seja brincadeira em si – pega-pega ou esconde-esconde? Porque é tão urgente para elas se sentirem vivas e sentir a pulsação mais acelerada, todo o tempo aproveitadinho que… correm).

Tudo estava lá. A criança simplesmente tardou em notar que era só diverti-se. Que ninguém ia reparar que o tênis era 1 número maior, que o laço de fita estava caindo, que o dente da frente estava para soltar… Ela ficou lá parada por horas porque deixou que os “problemas” aproveitassem de si.

Eu tenho a idéia legal (nem sempre porque né… geminiana), mas tenho muito em mente essa coisa de qualidade. De tentar fazer que caibam 200 anos de vida em 100 anos ou 60 em 30. Dar uma enganada no timing.

A vida tem lá seus tropeços e a gente se dá conta que, por menos que gostaríamos, nos molhamos com lágrimas de dor. Mas ela também tem o prazer daquela comida temperada sem pressa, do vento na cara de carro em estrada, de beijo na boca demorado e carinhoso, de frio na espinha de paixão nova. Ela tem a glória do abraço, tem as gargalhadas de quem se ama. Tem falta de grana, tem dor de estômago, tem política torta, tem jornal da TV com notícia ruim.

Mas ainda tem tempo. Enquanto estamos vivos, todo tempo é sagrado de ser bom.

Permita-se experimentar a vida quente de colherinha como se faz com brigadeiro fresco. Permita-se apostar vezes no amor, no amigo novo, na mudança de cor de camisa. Vai, compra aquele vestido que você amou e sua amiga achou brega. E daí?

Permita-se abrir sua mão e deixar a mágoa depositada em algum banco solitário de qualquer praça e nunca mais volte. Deixe a mágoa ali, abandonada. Esqueça quem te causou. E importa, mesmo? De verdade? Toda vez que lembrar, todas as vezes doerá e por que? Se nesse tempo poderia estar amando a você, sendo sua companhia no cinema, encantando-se com novo livro ou delirando-se com seu filhinho?

Permita-se ser feliz! Abuse disso de A à Z, de ponta a ponta… Abuse do que é bom!

Nosso Pai Maior está nos avisando para aproveitar porque infelizmente um dia a festa acaba e não há esperneação que nos faça ficar.

A hora de fazer a festa valer à pena é agora.

A festa tá boa, vai ver você que está sentado no canto errado dela.

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Limpando os Degraus


Há quem diga que na Bahia, a lavagem das escadarias das igrejas é um grande evento. O acontecimento se dá quando aquele aguaceiro leva tudo embora, degrau por degrau, a sujeira que pisamento de pé fez por ali. De menino, de velho, de andante, de turista, de infiel, de moça, de puta, de cantor e de pastor.

A água desce todinha, vai pela guia, encharca calçada e leva consigo marcas desnecessárias do que passou por ali. Acho q o festerê é mais que justo. Comemorar faxina, mandar embora o que já não serve. O que marca o chão e já estampa o feio.

Quero fazer faxina.

Com a maturidade a gente vai enxergando a escadaria da nossa vida cada vez mais pisada, mais marcada. Tem umas marcas boas, mas tem gente q pisa e faz estrago. Ou gente q senta , cruza as pernas, pede q sirvamos porções intermináveis do que temos de melhor em nós e se esbalda. Não tira o corpo estrebuchado do lugar nem pra acudir quando a gente cansa de tanto dar.

Nessa escada tem um bocado de gente q fica só pelo tempo q lhe é conveniente e depois sai saltitante porque colheu nos cantos as melhores flores que tínhamos.  Ou gente que volta de quando em quando só pra lembrar o quanto é bom se confortar no sombreiro que nossos degraus têm. Entre o sétimo e oitavo degrau: sombra refrescante, tijolinhos miúdos, vento com brisa de campo. É isso que oferecemos: sempre o melhor pra quem se recosta. Mas ali só é útil por tempo que cabe àquele que jura ficar pra sempre enquanto não vê adiante uma escadaria mais polida e menos torta. Vai, não se afortuna e volta. E aceitamos.

A gente se engana muito quando pensamos que todo lugar ocupado na escada é de gente que abriga amizade. Não. Eles vêm buscar, mas o que trazem consigo? Quantos deles regam, varrem, enfeitam? Quantos deles perguntam sobre a rachadura q tem no apoio da descida e se oferecem consertar?

Acontece que eu aqui, olhando no último dos meus degraus, bem aqui de cima, to vendo que tem muita coisa pra arrumar. Muita gente pra abraçar e pedir pra não ficar mais. Povo bom que já fez passagem mais tempo que deveria, mas agora já não fica mais ocupando lugar. Minha escada vista daqui tá cheinha. Gente que suspende faixa de amor, veja aquele ali. Aproveite e note o outro acolá abrindo a bebida pra brindar. Mais alguns que cantarolam e sorriem sem parar. Ou o fardado da tristeza q sempre e mais uma vez já me vem com história pra contar.

Mas eu to aqui, sentada com a mão no queixo só preparando meu tchau. To de olho naquele balde cheio d’água e bastante sabão porque quero limpar tudo que tem enchido minha vida sem precisão. Vai ser um esforço danado. Algumas despedidas mais duras que as outras, mas não posso adiar… O adeus tem que chegar.

Porque ,sabe, ando cansada de cuidar das plantas pra alguém pisar,cansada de dar autoridade pra escreverem palavra bonita e depois rabiscarem tudo por cima. Não quero mais bagunça, não quero mais estragos.

Eu quero é fazer faxina!

Quero ver água correr pro novo vir. Quero que fique só o que for bom. Quero comemorar toda limpeza q puder fazer e dar-me de presente a companhia de quem vale mesmo estar sentada(o), ou de pé, ou dançando em minha escadaria.

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