Crônicas na Mesa

Planos, Conquistas e um Feliz 2013!

2013

2013 começou com tudo (pelo menos, para mim)! E eu não sei bem por que, mas começo de ano me dá um pique excepcional! Isso também acontece com vocês? Se sim, que ótimo! Hora de pegar um papel, anotar seus planos e começar a colocá-los em prática asap para não perder o pique!

Você não tem o hábito de colocar seus planos no papel? Vou te dar 3 motivos para começar:

1º – Ter um “norte” para saber aonde vai: ao redigir as ideias, fica mais fácil se lembrar dos objetivos.

2º – Conscientizar-se da necessidade da mudança: já dizia Gabriel o Pensador: “Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente.”. Todo fim de ano eu vejo tudo o que concretizei da minha listinha e tudo o que faltou (que normalmente vai para a lista do ano seguinte) e se a gente mantém o foco, quase não sobra item não resolvido!

3º – Aprender que até o fracasso pode ser útil: falhar faz parte, e é importante fazer uma auto análise para entender quais foram os motivos e pensar em quais serão os próximos passos para chegarmos aonde queremos. Não há problema algum em mudar o foco se você perceber que não era aquilo que queria, o importante é nunca desistir dos seus sonhos!

Esses motivos foram tirados de uma matéria da Revista Exame, que você pode ler clicando aqui.

Ok, tudo no papel! Agora o próximo passo: concretizar! Afinal de contas, colocar seus planos no papel não significa que eles já estão solucionados. Então pense no que você precisa fazer para atingir seus objetivos e vá à luta!

É extremamente gratificante terminar o ano e lembrar todas as suas conquistas, ver que você conseguiu chegar aonde queria ou está mais próximo disso.

Agora algumas desculpas (aquela ladainha de sempre haha) e um pouco sobre os meus planos para 2013 (não vou colocar a lista inteira porque isso seria pessoal demais, rs):

Posso dizer que 2012 foi um ano muito difícil para mim, mas não tenho como negar que conquistei muitas coisas também! Foi o final da faculdade e o TCC tomou conta de grande parte do meu tempo; tive uma grande reviravolta em minha vida profissional e acabei optando por tentar experimentar o mercado financeiro, algo que tem me ensinado muito, mas não posso negar que é bastante puxado. Tive que me virar para aprender tudo o que pude sobre a área e estou trabalhando muuuuito! E esses são os motivos que me fizeram deixar o blog de lado: simplesmente não sobrava tempo.

Agora que não tem mais faculdade, acredito que consiga um tempinho livre para cuidar do bloguinho, afinal, é algo que eu adoro e que me faz muito bem! Por isso, me dedicar mais ao blog está nos planos para 2013! E, além de meus planos materiais, coloquei na lista algumas atitudes que acho que eu deva mudar em mim para tornar a minha vida e a das pessoas que estão à minha volta melhor. Ajudar as pessoas também é algo extremamente gratificante e eu acho, sinceramente, que nossas conquistas não devem ser apenas materiais!

Desejo a vocês um 2013 maravilhoso, com muita luta, muitas alegrias e muitas conquistas espirituais e materiais!

Beijos e até a próxima!

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De volta para a Mesa ao Lado

Depois de quase quatro meses sem postar… Estou de volta! Espero que para ficar, dessa vez! rsrs

Esse segundo semestre foi bastante conturbado: último semestre da faculdade, provas, TCC, emprego novo (mudei de área e tive que correr atrás de aprender tudo o que pude – até o momento – sobre o mercado financeiro). Muita correria, e muitas realizações. Mas eu senti muita falta de postar aqui!

Tivemos algumas mudanças: minhas parceiras de blog se foram (só do blog, gente! Não da minha vida! Continuam sendo grandes amigas rsrs) e agora estou por minha conta de vez… E para voltar com estilo, agora o Conversas da Mesa ao Lado é .com!

Espero que gostem da volta do blog!

Beijo grande e um ótimo restinho de semana a todos!

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Todos somos Amy

Todos somos talentosos.

Temos talento em costurar abraços ao redor de quem gostamos. Fazer minar sorriso de onde estava vertendo lágrima. Temos o talento de disfarçar a dor e dela brotar consolo pro outro, mesmo quando temos pouco até para nós. Temos o talento de nos trancarmos em nossos afazeres diários por uma remuneração ingrata .Não importa o quanto ganhe. Pode achar que ganha muito ou o justo. O quanto vale sua vida? Sim. SEMPRE será um preço ingrato que nos vendemos.

Temos o talento da crença. O dom. É um dom acreditarmos no outro. No porvir, no invisível e ainda mais difícil: acreditarmos em nós.

Temos o talento musical. Cada célula está conectada com um som que nos faz bem. Não precisa ser exímio dançarino ou manifestar seus dotes “afinados” no banheiro, somente. Temos o talento embrionário de conectividade com música que cura, que nos traz de volta, que nos deixa acontecer.

Todos somos suscetíveis à loucura plena.

Todos nós um dia enlouquecemos de amor. Ou mesmo que não foi de amor, enlouquecemos.

Tenho quase certeza que a maioria de nós chorou uma noite inteira ou a maior parte dela e chegou a pensar que não tinha mais saída. Motivo? Você com o seu, eu com o meu, ela com o dela. Tivemos. Todos nós questionamos o bem e o mal. E os porquês nos visitaram. Mesmo que por frações de segundo, todos tivemos interrogações perturbadoras.

Todos temos medo.

Medo de barata, da grana não dar contar de tudo, do nosso cachorro morrer… De não agradar a pessoa que estamos beijando, de cair no meio da rua e passar vergonha. De perder nossos pais, de manchar a unha ao sair da manicure. De ficar pra sempre desempregado, de sermos assaltados violentamente, de que chova e estejamos sem guarda chuva. De sermos os únicos numa festa à fantasia COM fantasia. De nosso sorvete preferido cair no chão assim que acabamos de comprar. Da balança mostrar 5kg a mais. Do nosso amor nos deixar. De amigo nos magoar. De envelhecer sozinho. Da gente não acertar.

Todos arriscamos nossas vidas.

O danone estragado, o porre mal controlado, o remédio auto medicado, a corrida no farol amarelo, a queda perto de uma quina, a falta de filtro solar. A brincadeira perto da escada, a maldade alheia, a inveja do outro. O salto do pára-quedas, a transa boa e desesperada que ‘não dá tempo’ da camisinha, o elevador fora do andar, a infecção do estômago mal cuidada, a droga que ‘nem é’ tão droga assim. Eu me arrisquei, Marinalva se arriscou, Seu Rodrigues – sempre tão precavido – não trocou a mangueirinha do gás já vencida. Todos nos enxergamos (inconscientemente???) imortais.

Um ano que Amy Whinehouse morreu. Qual a diferença entre nós e ela?

“Todos somos talentosos
Todos somos suscetíveis à loucura
Todos temos medo
Todos arriscamos nossas vidas
Todos somos Amy”

Saudade. E que a paz finalmente a tenha encontrado.

Beijos e muita luz a todos!

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Feliz dia do amigo!

Todos dizem que amigos são a família que escolhemos. Eu gosto de dizer que amigos são o anjos que Deus nos providencia.

E tem amigos de tantos jeitos diferentes, não é?

Tem o amigo chato, mas que tem que estar presente. Mesmo de bico,  mesmo cismado. No fim, ele completa sempre o rolêzinho. Tem a amiga perua. A que sempre está com as últimas novidades e dá pulos de felicidade quando encontra a promoção da bolsa que tanto “precisava” e que ajuda na produção de todo mundo na hora de sair.

Tem o amigo zen. O que sempre manda luz e energia boa e que toca o violão, que anda de mochila nas costas, que sorri pra planta e bicho. Vive em conexão com o Universo.

Tem a engraçada dramática. Que chora aos soluços porque o romance de uma semana findou-se. Jura cortar os pulsos com a faquinha do rocambole de goiaba se se apaixonar de novo. E uma semana depois….tudo de novo.

Tem o festeiro que sempre aparece com a famosa gelada. Que agita churras, viagem e todas as trips do grupo. Tem aquela amiga de infância que sempre está perto, que chora junto, que ri, que comemora, que fica quietinha, mas fica.

A galera do colégio que vira e mexe se reúne e sempre imita aquele professor mais engraçado. Que lembra das broncas dos pais, dos grupos de estudos e prometem entre si ” vamos nos ver mais vezes!” e concordem com isso, mas não adianta: só anualmente voltam a se ver e é de novo a bela festa! E a turma aumenta: uns com filhos, outros com seus maridos ou esposas.

Os amigos da família. O primo ou prima preferidos que a gente leva como irmãos. Que nos Natais ficam próximos, rindo da tia da peruca torta, do tio que faz a velha piada do Pavê e gargalha sozinho, da tia que repara na decoração da casa.

Tem os novos amigos que a gente conhece por arranjo divino e já nos aquecem a alma. Em pouco tempo já rouba nosso sorriso, já nos dão os melhores abraços e apresentam a vózinha do interior.

Os amigos que moram longe. Que estão em outro país ou outro estado,mas permanecem aqui no coração da gente e nas nossas orações. Amigos que se a gente respirar mais forte, vêm nos socorrer.

Fala se não dá vontade lembrando de todos os seus amigos lendo esse texto de encontrá-los todos juntos. Me deu essa vontade agora,sabia? De reunir todo tipo de tribo de amigo e brindar, abraçar gostoso sem pressa. Olhar no meio da pupila, beijar a testa. Cantar música bonita.

Dançar  como criança: “Abra suas asas, solte suas feras, caía na gandaia. Entre nessa festa! E leve com você ê ê ê ê seu sorriso mais louco… Quero ver seu corpo livre, leve ,solto!”

Mas como não posso fazer isso agora. Vai meu EU TE AMO sincero para todos aqueles que me ajudam a levar a vida, a driblar os por quês pelo caminho, a dividir pote de sorvete e a tequila.

E pra quem tem amigos bons como os meus, mande uma mensagem, ligue, comemore com ele a benção de terem se encontrado!

FELIZ DIA DO AMIGO!

Beijos e muita luz a todos!

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O que aconteceu com a gente?

O que aconteceu com a gente, né?

O que será que aconteceu com nossa espécie?

Eu me preservei o direito de ficar sozinha afetivamente, sem laços, sem outras descobertas, sem suspiros. Eu optei de verdade por que queria sentar com a Selma e saber dela. Saber lá no fundo quem ela era e pousar um pouco aquela coisa de ser adaptável, de agradar, de encaixar-se na ideia que o outro faz dela. Ideia, como o nome próprio nome diz, é idealização. Não é real. To quieta e tranquila como há muito não estava. Com coração em águas calmas. Ouço músicas de amor, cantarolo e não penso em ninguém. Sério, cara! Faz muito tempo que eu não fazia isso (será que eu já fiz? Dúvida agora…). Isso eu chamo de minha maturidade ,não imponho que seja, mas na minha perspectiva pessoal é.

E tenho acompanhado e visto tantas coisas desesperadoras que me assombram.

A necessidade absoluta de mudar o status no facebook tem feito as pessoas tropeçarem nas outras para terem qualquer tipo de relacionamento. Mesmo mediano. Mesmo que você note claramente que a coisa não emplaca. Que é apenas para não ficar sem par quando a turma sai ou para estar dentro do grupo que tem alguém. Mas ter alguém é o que, será? Não acho que seja só mostrar para os outros. Eu penso que vai além disso. Não de raiz utópica, mas sabe… A coisa de ser natural. De acontecer em 1 mês, 1 semana ou 2 dias, mas ser de fato REAL. O desespero é latente do TEM QUE DAR CERTO , de ter uma relação para nutrir o “amor” porque ainda seguem exigências de padrão social. Acho tão penoso isso. Perder o tempo de duas pessoas para mostrar-se de acordo.


O clichê “arrume seu jardim para que as borboletas venham” sempre soou piegas para mim. Eu não escondo minha breguice romântica de ninguém. De gosto por Roberto Carlos ou por gostar de flores e surpresas. Mas aos poucos passei a entender. Como se alguma coisa me puxasse de volta ao banco de aprendizagem toda vez q eu tentava sem estar pronta. Eu não estava, sabe. Deleguei poder ao outro para me fazer sofrer de algum modo. E quando se está repleta de si, você não delega esse poder a ninguém, ele é só seu. Além disso, cometi o erro de dar além do que recebia. Doar-se para ser aceita. E obviamente sem a devolutiva, o vazio. O erro não foi do outro ou se foi, foi menor que o meu. Eu rifei meu carinho, minha paixão, meu tempo. Eu que etiquetei preço, logo deram o que aceitei. Talvez empelida por essa mesma atmosfera lamentável que ainda estão em algumas pessoas de TER QUE.

Hoje, trazida de volta ao banco da aprendizagem entendo melhor a frase que citei. 

Arrumar o jardim é não menos que plantar sementes. As sementes tem que morrer para o novo florescer. Concordem que não deixa de ser um sepultamento. Enterrar sementes e sufocá-las em terra para o novo dar a graça é uma forma de sepultar. Essa é a coisa. E enquanto estão ali, germinando, estou procurando regá-las com cuidado. Vendo exatamente o que cada coisa em meu jardim precisa. Sabemos que o que é bom pra uma planta não é para a outra. Por muito tempo dei para minhas florzinhas e meu plantio o mesmo que o vizinho usava e errei. Secaram, morreram. E esse processo todo doeu absurdos,mas ontem mesmo falei do padre Fábio Melo que falou ” Só conhecemos verdadeiramente a essência das coisas à medida que as purificamos. O mesmo acontece na nossa vida. Nossos valores mais essenciais só serão conhecidos por nós mesmos se os submetermos ao processo da purificação”.  E tenho visto verdade nisso. Dói. Dá trabalho e às vezes certa angústia. Mas devagarzinho e sem pressa, vou consertando tudo por aqui. Assim, sozinha e fazendo as pazes comigo.

Eu espero que eu adube bem as coisas agora. Que as borboletas que vierem agora, fiquem. Ainda que não vierem que eu não me desrespeite de novo como vejo lamentavelmente tanta gente fazendo. Romances apelativos, pobreza de sentimento, encaixes forçados.

Espero que nossa espécie volte a ser o que era um dia… Volte a gostar de si .

Volte a mexer na sua terra. Volte a mexer no seu barro e aí sim, entender-se antes para depois saber de outro amor que não seja o seu.

Beijos e muita luz a todos!

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Tenha fé!

Nunca saberemos o real objetivo da vida. Dessas coisas que acontecem alheias à nossa vontade. Tem religiões, seitas, orientações espirituais, palestras renovadoras, infinitas prateleiras no setor de auto ajuda nas livrarias. Mas o objetivo exato e conciso? Não, meu querido, isso não tem jeito.

E olhando assim parece vão viver, não é? Vão não saber o porquê das coisas.

Tem uma força a qual não temos o menor domínio que embaralha as cartas. Força sem nome que esconde umas peças do quebra-cabeça que estão faltando. É uma força invisível e muitas das vezes injusta que nos bane. Que nos põe no fim da fila quando achamos que quase estamos chegando lá. É a contradição da luta, da labuta, da insistência.

As perdas sem explicação, o cansaço ao redor dos olhos e nos ombros. O mau jeito com o ‘não’ que recebemos sem ao menos saber porquê. É ter que simplesmente recomeçar. Refazer. Renascer. Porque de um dia para o outro você perde amor e amigo e tem que aprender a caminhar sem. Porque num belo dia você não tem mais seu emprego. Porque seu carro foi levado pela chuva. Quem diria? Que alguém te roubou tudo que tinha.

Apenas acontece.

É daí que acontece o que gosto de chamar de um dos mais bonitos milagres humanos. Uma mesma força, em maior proporção que a primeira, simplesmente chega. É a força da Fé. Não é religião, não é feitiço. Não é permuta de dinheiro e benção. É fé que todo mundo tem dentro de si e vem como vulcão adormecido que desperta lavando tudo por dentro. Fé que nos dá força de levantar do arraso, de dar as costas pro descaso e acreditar. Acreditar no que não vemos, no que não sabemos,mas acreditar que vai dar certo.

É disso que todos somos feitos. De recolher, se reerguer, acreditar e ir. E seguir.

Perder a fé é perder seus remos em alto mar. Não faça isso. Porque sempre dá certo. Pode não estar dando exatamente agora, mas aquela força está se armando. Está em cada poro, em cada respiração, em cada sorriso. Está na oração, na meditação, em seus mantras, em suas músicas. Está no corpo da natureza que nos garante que tudo é renovável. Que tudo é além disso. Que podemos!

Podemos não saber exatamente o objetivo das coisas. Mas a fé nos impulsiona a crer que o acaso não existe. Que tem razões certas para o que vivemos e que se agirmos bem, sempre será para nossa melhoria.

Não precisa ter medo de mudanças. Elas irão acontecer independente de sua vontade. Esconder-se atrás da cortina ou embaixo da cama só fará com que não veja o novo. É preciso muitas das vezes esvaziar as mãos para encher do novo. Solte, esvazie. Confie. Tenha fé!

Tenha fé na vida, tenha fé em Deus, tenha fé no humano. Por favor, tenha fé no amor.

Tenha fé em você!

Beijos e muita luz a todos!

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Hoje é o Dia Mundial da Boa Ação! Já fez a sua?

Vocês conhecem A Corrente do Bem?

Corrente do Bem é um movimento com a proposta de conscientizar as pessoas de que boas ações se fazem no dia a dia. Pode ser no quintal de casa, entre amigos, para desconhecidos que cruzam o seu caminho, no trabalho, na escola, na hora do almoço e até pela internet; é só fazer

A proposta é inspirada no filme e no livro de mesmo nome, no qual o protagonista ensina que se você fizer boas ações para três pessoas e essas replicarem para outras três, é possível gerar um grande impacto de acordo com uma escala matemática básica.

E hoje é o Dia Mundial da Boa Ação! 

Dia de celebrarmos a generosidade, a gentileza, o amor, a compaixão, a proatividade e tudo mais que vier no “pacote do bem”! O que faz a diferença no mundo são as suas ações, então por que não praticar o que de melhor está ao seu alcance?

E para celebrar este dia, a corrente está nas ruas, não só no Brasil, mas também em outros 47 países, mostrando que boas ações são simples, rápidas, divertidas e têm um enorme potencial de transformar a sociedade. Uma equipe voluntária composta por empresas e profissionais se formou em torno do Dia Mundial da Boa Ação. São pessoas que estão doando tempo e expertise em prol da proposta de disseminar uma prática simples e transformadora – mobilizar cidadãos a incluir ações de gentileza e generosidade no cotidiano.

Faça a sua parte, faça a sua boa ação de hoje e lembre-se de fazê-la nós próximos dias também!

Você pode saber mais sobre as ações da Corrente do Bem clicando aqui.

Beijos e até a próxima!

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E continuamos mandando lembranças ao Bom Senso!

Vivemos em um País onde a grande massa vota mal. Não por total culpa deles, mas por manipulação vergonhosa de políticos. Vivemos em um País com pouco subsídio governamental. Onde professores ganham infinitamente menos que deputados.

Onde um jogador de futebol é bilionário por seus dribles e um médico que salva muitas vidas em tempo record fica no anonimato, ganhando – depois de ter investido mais de 10 anos de estudo e empenho – uma mísera parcela do que realmente merece.

Um país que investe milhões para sediar uma Copa enquanto gente vende os próprios filhos para ter o que comer. Que não tem água, nem saneamento.

Amo o Brasil. Não trocaria minha nacionalidade por nada nesse mundo. Discordo das desconexidades que vemos, do abuso da ignorância, da super exposição do Carnaval sombreando as séries de dificuldades alarmantes. Discordo de um punhado de coisas. Mas tenho muito apreço e respeito por esse povo, que apesar dos pesares, vive batalhando. Que sobe e desce morro, que paga imposto suado, que levanta as 4:00h da matina para trabalhar e vê filho crescendo enquanto ele dorme. Que precisa de 4 conduções para se locomover e, durante algumas horas, fica em pé e apertado para defender o ganha-pão do mês. Essa gente toda que dá estudo que não teve para filho. Que acredita na verdade, na honestidade. Essa gente que não tem lazer de viagem de avião, de resorts, de visitar exposições. A grande massa tem como seu maior prazer a TV. Programas que o fazem rir e descontrair.

A liberdade de expressão que temos em função da Democracia, me permite expor o que eu acho dentro dos limites de bom senso e educação. 

Acredito que nós (e as pessoas que tem como hábito divertimento televisivo), temos por DIREITO o respeito de quem faz esses programas. Precisamos de qualidade, de humor, mas humor inteligente!

O que é o Pânico na TV? Eu assisti esse programa duas vezes para nunca mais. Acho um show de horrores apelativo. Banalidade sem fim. Triste. Respeito, claro, quem gosta. Viva a democracia, afinal. Eu, no entanto, não consigo coincidir minha inteligência com tanta sandice.

E ontem, lendo umas matérias na net, li uma carta aberta que Wagner Moura escreveu sobre o Pânico na TV.

Wagner Moura é um sujeito que admiro, meu ator favorito, que trabalha MUITO e muito bem em tudo que se empenha. Um brasileiro batalhador tanto quanto nós. Que estuda para aprimorar-se, que é pai de uma linda família. Por essas e outras, vou publicar aqui na íntegra a carta que ele escreveu. Não é uma carta recente, faz um tempinho até… O problema é que desde então as coisas só pioraram… Até quando? Por quanto tempo isso vai piorar? O que mais eles farão pelo desespero da audiência?

Divulguem se puderem. Porque tolerar um País com tantos problemas já é difícil e piora muito quando fechamos os olhos para falta de bom senso que as coisas estão tomando, para a falta de limite e respeito!

A Carta:

“Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo estando com o táxi de porta aberta me esperando, achei que seria rude sair andando e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá, eu sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total. Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão surreal que no começo eu não acreditei, depois fui percebendo que estava fazendo parte de um programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas. Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo ‘que coisa horrível’ (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles. Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade de dizer: cara, cê tá louco, me respeita, eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo assalto, em que reagir é pior.

O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Meu Deus, será que alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado? Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau para o deleite sorridente do telespectador? Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.

Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou mal, e os caras continuaram fotografando. Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando de quê? Não é famoso? Então agüenta! O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma reação por parte dos que não estão a fim de alimentar essa palhaçada. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente. E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.

No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail para o escritório que me agencia se desculpando por, segundo suas palavras, a ‘cagada’ que havia feito. Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?”

Beijos e muita luz a todos!

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Dica de boa leitura: Tati Bernardi

Outro dia falei sobre os escritores da nova geração que têm arrebentado tudo com textos maravilhosos que circulam na net e vira e mexe são citados em postagens inteligentes. Hoje vou falar um pouquinho da Tati Bernardi.

Tati Bernardi, que é paulistana e tem 34 anos, formou-se em Propaganda e Marketing pela Universidade Mackenzie. Além da publicidade, Tati também dedica-se a literatura, já tendo quatro livros publicados, sendo os mais conhecidos: “A mulher que não prestava” e “Tô com vontade de alguma coisa que eu não sei o que é”.

Tati Bernardi consagrou-se com seu site, onde a maior parte do público são mulheres.

Além disto, Tati também é colunista e cronista de revistas, como a Viagem & Turismo, blogueira e redatora da TV Globo.

Engraçada, inteligente, transparente. Tem umas sacadas geniais e põe no papel aquilo que está mais latente. Seja dor, amor, ódio, lamúria. Escreve de um jeito que fica muito fácil se identificar. Nem que seja numa frase, numa parênteses ou mesmo num aspas.

Hoje selecionei um texto dela que acho uma síntese da solteirice aguda de nossos tempos. Ao contrário do que a maioria das mulheres não assumem, ela fala no texto de uma vida que a maioria nega, mas muito quer.

Espero que gostem tanto quanto eu gostei!

Cadê a tampa da minha panela, o chinelo do meu pé cansado, a metade da minha laranja?

Tá em ebulição, vazando, transbordando, e nada da tampa da panela pra socorrer a lambança. É culpa da pressão que eu ponho em tudo isso? É o que dizem: desencana que uma hora ele aparece. 

O pé cansado já tentou calçar (à força) do chinelão que descola as tiras ao sapatinho de cristal. Nenhum serviu e o coitado tá todo esfolado. 

Ninguém pra descascar, chupar ou fazer uma laranjada. Em compensação, laranjas na minha vida não faltam. E chega! Há anos peço o príncipe e só me mandam o cavalo. 

Fim de ano sem amar é deprê, hein? Tô megera o suficiente pra ver uma família feliz no shopping e pensar que aquela instituição “image bank” não passa de uma união solitária de aparências. Tô megera o suficiente pra furar a fila do Papai Noel e pedir um pirulito, bem grande, bem grosso, bem exclusivamente apaixonado por mim. 

Tô megera o suficiente pra abraçar os veadinhos do trenó em homenagem aos meus ex-casos. Tô megamegera o suficiente pra não admitir minha carência e dar uma risada debochada de todas as luzes, canções e emoções de boas-festas. 

Tá, mas no especial do Roberto Carlos não vai dar pra ser megera. O filho da mãe sempre me faz chorar. É impressionante como a gente se sente sozinha na porra do especial do Roberto Carlos. 

É claro que eu desejo o meu sucesso profissional, dinheiro, saúde, …, mas nada de atacar para todos os lados nas simpatias deste réveillon. Não dá certo. Este ano vou focar no amor: calcinha vermelha, fitinhas vermelhas e as sete ondas vão ser puladas com a mão no coração (se eu usar a frente-única branca que comprei, é bom que a mão no coração já segura um peito) e uma só intenção: encontrar o danado. 

Ah, sejamos sinceras mulheres modernas: no fundo, no fundo, a gente quer mesmo é alguém pra dormir protegida no peito (de preferência largo, forte e levemente cabeludo). 

E nem é medo de ficar pra titia não, além de ter cara de mais nova e ser bem nova, eu sou filha única. É vontade de sentir aquela coisinha misteriosa de “é esse!”. Como será sentir isso? Eu sempre sinto que “pode ser esse, ou talvez com algumas mudancinhas possa ser esse ou talvez se ele quisesse, poderia ser esse…”. Não, isso tá errado. Quero sentir que “é esse”. 

Dizem que materializar os sonhos escrevendo ajuda, então lá vai: quero transar com beijo na boca profundo, olhos nos olhos, eu te amo e muita sacanagem, quero cineminha com encosto de ombro cheiroso, casar de branco, ser carregada no colo, filhos, casinha no campo com cerquinha branca, cachorro e caseiro bacana. Quero ouvir Chet Baker numa noite chuvosa e ter de um lado um livrinho na cabeceira da cama e do outro o homem que amo. 

Quero sambão com churrasco e as famílias reunidas. Quero ter certeza, ali no fundo da alma dele, de que ele me ama. Quero que ele saia correndo quando meu peito amargurado precisar de riso. Que ele esqueça, de vez em quando, seu lado egoísta, e lembre do meu. Que a gente brigue de ciúmes, porque ciúmes faz parte da paixão, e que faça as pazes rapidamente, porque paz faz parte do amor. Quero ser lembrada em horários malucos, todos os horários, pra sempre. Quero ser criança, mulher, homem, et, megera, maluca e, ainda assim, olhada com total reconhecimento de território. Quero sexo na escada e alguns hematomas e depois descanso numa cama nossa e pura. Quero foto brega na sala, com duas crianças enfeitando nossa moldura. Quero o sobrenome dele, o suor dele, a alma dele, o dinheiro dele (brincadeira…). Que ele me ame como a minha mãe, que seja mais forte que o meu pai, que seja a família que escolhi pra sempre. Quero que ele passe a mão na minha cabeça quando eu for sincera em minhas desculpas e que ele me ignore quando eu tentar enrolá-lo em minhas maldades. Quero que ele me torne uma pessoa melhor, que faça sexo como ninguém, que invente novas posições, que me faça comer peixe apimentado sem medo, respeite meus enjôos de sensibilidade, minhas esquisitices depressivas e morra de rir com meu senso de humor arrogante. Que seja lindo de uma beleza que me encha de tesão e que tenha um beijo que não desgaste com a rotina. Que a sua remela seja sequinha e não gosmenta e que o tempo leve um pouco de seu cabelo (adoro carecas…). Que suas escatologias não passem de piada e se materializem bem longe de mim. Tem que gostar de crianças, de cachorrinhos, da minha mãe, e tem que odiar ver pessoas procurando comida no lixo. Tem que dançar charmoso, ser irônico, ser calmo porém macho (ou seja, não explodir por nada mas também não calar por tudo). Tem que ser meio artista, mas também ter que saber cuidar dos meus problemas burocráticos. Tem que amar tudo o que eu escrevo e me olhar com aquela cara de “essa mulher é única”. 

É mais ou menos isso. Achou muito? Claro que não precisa ser exatamente assim, tintim por tintim. Exigir demais pode fazer eu acabar sozinha em mais shows do Roberto Carlos. Deus me livre! Bom, analisando aqui, dá pra tirar umas coisinhas. Deixa eu ver… Resumindo então: tem que dizer que me ama e me amar mesmo, tem que rolar umas sacanagens e não pode ter remela gosmenta. Pronto! 

E quando eu tiver tudo isso e uma menina boba e invejosa me olhar e pensar que “aquela instituição feliz não passa de uma união solitária de aparências” vou ter pena desse coração solitário que ainda não encontrou o verdadeiro amor.”

Beijos e muita luz,

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Dica de boa leitura: Fernanda Mello

Não é novidade para ninguém que a grande paixão da minha vida é a leitura. E também gosto muito de brincar com as palavras e pôr no papel meus grilos, minhas borboletas de estômago, meus bichos todos que alegram ou me incomodam.

E tenho lido muita coisa boa por aí. Tenho tido a feliz surpresa de acompanhar gente talentosíssima aqui no Brasil que tem o dom de exteriorizar a alma através da escrita. Turma que tem cunho literário dos bons. E o que é muito legal: estão dentro do nosso tempo. Que discutem e poetizam lindamente sobre amor, amizade e cotidiano de uma forma tão leve e trivial que a maioria que lê pensa: “foi feito para mim”.

São gente de pensamento intenso, que estão sempre transbordando. Transbordam com sátiras os desdéns da vida, que se emocionam e nos emocionam. Que tem tiradas fantásticas que se encaixam em cenas que reconhecemos, que se expõem sem medo de acusações e impelem num papel muito bonito e sutil, que sejamos francos para com nossos sentimentos também.

Porque quando lemos uma situação colocada de forma engraçada sobre um fora que outra pessoa levou ou a sinceridade ao falar do dissabor de paixão, a gente cria coragem de falar disso também com menos medo de ser banal.

Tem quatro desses escritores que tenho sido fã e acompanhado frequentemente, inclusive me preparando para comprar os livros deles e colocar com orgulho na minha coleção. São eles: Tati Bernardi, Caio Fernando de Abreu, Marla de Queiróz e Fernanda Mello.

Gente, se não passaram nos blogs deles para conhecer, deem uma chegada até lá. São leituras viciantes e de muito bom gosto!

Hoje vou falar em especial da Fernanda Mello, uma lindíssima mineira que escreve singularmente bem. E ela tem postado crônicas digitais, mostrando-se ser também além de excelente escritora, uma ótima intérprete. Clique aqui para ver o blog da Fernanda.

O texto e vídeo que coloco aqui da Fernanda é :”Amar é punk”. Leiam e assistam. Se emocionem, se identifiquem, saboreiem… Se joguem!

AMAR É PUNK

Eu já passei da idade de ter um tipo físico de homem ideal para eu me relacionar. Antes, só se fosse estranho (bem estranho). Tivesse um figurino perturbado. Gostasse de rock mais que tudo. Tivesse no mínimo um piercing (e uma tatuagem gigante). Soubesse tocar algum instrumento. E usasse All Star.

Uma coisa meio Dave Grohl.

Hoje em dia eu continuo insistindo no quesito All Star e rock´n roll, mas confesso que muita coisa mudou. É, pessoal, não tem jeito. Relacionamento a gente constrói. Dia após dia. Dosando paciência, silêncios e longas conversas. Engraçado que quando a gente pára de acreditar em “amor da vida”, um amor pra vida da gente aparece. Sem o glamour da alma gêmea. Sem as promessas de ser pra sempre. Sem borboletas no estômago. Sem noites de insônia. É uma coisa simples do tipo: você conhece o cara. Começa, aos poucos, a admirá-lo. A achá-lo FODA. E, quando vê, você tá fazendo coraçãozinho com a mão igual uma pangaré. (E escrevendo textos no blog para que ele entenda uma coisa: dessa vez, meu caro, é DIFERENTE).

Adeus expectativas irreais, adeus sonhos de adolescente. Ele vai esquecer todo mês o aniversário de namoro, mas vai se lembrar sempre que você gosta do seu pão-de-sal bem branco (e com muito queijo). Ele não vai fazer declarações românticas e jantares à luz de vela, mas vai saber que você está de TPM no primeiro “Oi”, te perdoando docemente de qualquer frase dita com mais rispidez.

Ah, gente, sei lá. Descobri que gosto mesmo é do tal amor. DA PAIXÃO, NÃO. Depois de anos escrevendo sobre querer alguém que me tire o chão, que me roube o ar, venho humildemente me retificar. EU QUERO ALGUÉM QUE DIVIDA O CHÃO COMIGO. QUERO ALGUÉM QUE ME TRAGA FÔLEGO. Entenderam? Quero dormir abraçada sem susto. Quero acordar e ver que (aconteça o que acontecer), tudo vai estar em seu lugar. Sem ansiedades. Sem montanhas-russas.

Antes eu achava que, se não tivesse paixão, eu iria parar de escrever, minha inspiração iria acabar e meus futuros livros iriam pra seção B da auto-ajuda, com um monte de margaridinhas na capa. Mas, CARAMBA! Descobri que não é nada disso. Não existe nada mais contestador do que amar uma pessoa só. Amar é ser rebelde. É atravessar o escuro. É, no meu caso, mudar o conceito de tudo o que já pensei que pudesse ser amor. Não, antes era paixão. Antes era imaturidade. Antes era uma procura por mim mesma que não tinha acontecido.

Sei que já falei muito sobre amor, acho que é o grande tema da vida da gente. Mas amor não é só poesia e refrões. Amor é RECONSTRUÇÃO. É ritmo. Pausas. Desafinos. E desafios.

Demorei anos pra concordar com meu querido (e sempre citado) Cazuza: “eu quero um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida”.

Antes, ao ouvir essa música, eu sempre pensava (e não dizia): porra, que tédio!

Ah, Cazuza! Ele sempre soube. Paixão é para os fracos. Mas amar – ah, o amor! – AMAR É PUNK.

Beijos e muita luz!

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